A calamidade no Rio de Janeiro… Será que a causa foi a chuva?

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Hoje o Rio está vivendo uma situação atípica, que estamos mais acostumados a ver em noticiários se referindo a outros estados como São Paulo, por exemplo. E isso se deve principalmente ao fator descaso.

Mas aí você pode se perguntar, “e quanto ao aquecimento global?”, “e as ocupações desordenadas de encostas e áreas de risco?”,“E a destruição de áreas de preservação ambiental, e as tão importantes áreas de nascentes?…” Sim se você se perguntou isso tudo, com certeza você enumerou alguns dos principais sintomas, se não os principais.

Mas a causa disso tudo, e eu afirmo, sem medo de parecer demagogo ou romântico, é o descaso, ele é a enfermidade que gera tantos sintomas, que as autoridades estão tentando solucionar nesse exato momento. Descaso com as prioridades da sociedade e do planeta, coisas que realmente são importantes para assegurar a sobrevivência da espécie, pois de que adianta termos uma política que visa combater a criminalidade se em breve não vai ter água para beber?

Mas ninguém fala disso, ou com certeza dá menos ibope do que a última invasão do morro do alemão, por que estaremos sem água somente daqui a alguns anos, mas de bala perdida podemos morrer agora. Eu até entendo a lógica disso. Se estivermos tratando de uma pneumonia, geralmente tomaremos antitérmicos para a febre. Mas isso não basta para a curar a pneumonia em si. Deverá ser tratada de forma específica, em conjunto com seus possíveis sintomas, mas jamais em sã consciência, um médico deixará de combater a causa da doença, sendo ela de origem bacteriana, ministrando antibióticos. Uma febre elevada pode matar um paciente, mas a pneumonia em si pode matar por outros meios.

Acredito que todos puderam acompanhar essa alegoria, pois ela retrata a forma que os governantes e a sociedade de uma forma geral tratam de problemas relacionados com a ecologia, uma palavra que soa tão antiquada nos dias atuais. Mas que deveria ser colocada em pauta em qualquer reunião política, sindical, em qualquer lugar em que as pessoas se juntassem para tomar decisões que afetam as vidas de outras pessoas. E a vida do planeta.

Hoje vimos o que apenas um dia de chuva forte e ininterrupta pode fazer após períodos de estiagem, e isso é apenas uma pitada do poder da mãe natureza. Cabe à sociedade fazer pressão aos dirigentes, para que as medidas cabíveis sejam tomadas, pois o caminho é lento, árduo, com decisões a serem tomadas que não ficariam bem em nenhuma carreira política mais populista. E falando abertamente, os dois tipos de políticos que temos são os populistas e os desonestos, salvo raras exceções.

É certo acreditar que se a sociedade não arregaçar as mãos e fazer com que se torne um modo de conseguir votos para os ratos de urna, ou seja, fazer com que eles trabalhem nisso achando que estarão se dando bem com os eleitores. Pois não enxergo outra forma de acontecer mudanças.

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Século XXI, tudo velho, tudo novo…

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Estou muito satisfeito de inaugurar esse espaço, para que juntos possamos analisar e refletir  sobre esse mundo insano, caótico, urgente e maravilhoso. Nesse início de século, não sei se é impressão minha, mas as situações e sensações do dia a dia, coisas que antes eram corriqueiras, ou estão superestimadas ou banalizadas, não parecendo haver uma posição mais reservada, pelo menos reservada a ponto de emitir opiniões mais sensatas.  

E eu não falo sobre a tão criticada posição da mídia, não, eu falo sobre a posição das pessoas comuns, as que estão envolvidas no dia a dia,  pessoas que são como os tijolos que sustentam esse grande muro que é a nossa sociedade. Cada tijolo é como se fosse uma pessoa diferente, sem se mexer, sem olhar para baixo ou para cima, sem olhar para o seu colega que está ao lado, apenas desempenhando a função para a qual foi projetado. Nunca esperando subir para a fileira de cima, mas como subir, se está tão fixo pelo cimento? E se ele subir, como vai ficar o vazio onde antes era ocupado  por ele? 

Mas se tudo é tão estático, tão incapaz de mudanças, você deve estar se perguntando ”o que isso tem a ver com o começo do texto, sobre como estão desenfreadas as coisas, etc…”, pois bem, é esse o x da questão.

Eu não disse que os tijolos não falavam, por que isso eles fazem bem,  falam mal dos outros, sacaneiam, debocham, só não tomam posições que precisem ser defendidas com atitude, nem fazem julgamentos que tenham que arcar, ou pagar um preço pela liberdade de emitir livremente seu raciocínio, seja imbuído da mais repugnante mentira ou mesmo de uma intolerante verdade.

Certas coisas que eram tabus, de repente viram  conversa de bar ou roda de cabeleireiro.  Eu ia dar só um exemplo, com nome e tudo o mais, de um assunto que está se tornando  lugar comum nas diversas esferas sociais, inclusive na televisão, mas eu prefiro não dar essa “moral” para esse tipo de comentário. Só deixar registrado esse manifesto com a falta de opinião, e o excesso dela.   

Bota o braço pra cima!

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Bom hoje eu começo nesse blog novo, se quiser dar uma conferida em alguns dos meus gostos musicais e literários, ou apenas ler alguma conversa fiada, acesse o VAREGUE, crônicas do passado e do presente onde você vai encontrar vídeos, links para sites que eu me amarro, além de ler alguma opinião mais técnica ou então corriqueira.

Fico contente de ter você aqui comigo, e espero que goste da leitura, abração grande.

VAREGUE