Eu faço uso de manipulação de imagens apenas na minha vida profissional, e não lembro de uma vez que eu tenha trilhado esse caminho para me expressar.

Esse trabalho, na verdade é fruto do amor de um cara por seu cão. Minha sogra achou uma das poucas fotos que tinha do meu amigão, revelada a partir do filme, e a qualidade não era das melhores, então eu escaneei e joguei no Photoshop para tratar, mas como todos os meus esforços seriam em vão, senti uma vontade de fazer uma homenagem. Eu não levei nada em conta, apenas sentei e comecei a brincar, deixando que a arte se mostrasse por ela mesma. Fiquei quase um dia e meio trabalhando na imagem, levantando muito pouco da cadeira.

Quando terminei, foi como se eu tivesse cumprido um ritual de passagem, que não tive oportunidade de realizar quando ele morreu. Já no final, chorei bastante, me lembrando dele, mas agora, não sei por que, eu sinto ele mais perto de mim, sinto o coração mais leve, e toda vez agora que eu sento no pc, ele está no meu monitor, como papel de parede.  Aí em baixo tem uma mostra da arte, quem quiser um papel de parede, me manda um bizu pelo email betoleal76@gmail.com que eu terei o maior prazer de mandar.

O Thor era meu melhor amigo, um cão da raça Dogue alemão, fora do padrão, muito leal e companheiro. Extremamente carinhoso, segurava na roupa da pessoa para ela não entrar em casa e deixar ele sozinho. Muito corajoso, nada podia pará-lo, a não ser que recebesse uma ordem para isso. Só faltava falar, mas quem lidava com ele, conseguia entender o que estava querendo comunicar. Amigão, a saudade é tanta que aperta o peito.